quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ame as pessoas, mas confie somente em Deus

"É melhor refugiar-se no Senhor do que confiar no homem." Salmos 118:8

Você está achando o título da mensagem de hoje estranho? Deus nunca nos disse que confiassemos nas pessoas, Ele nos ordenou que as amassemos. Nossa confiança deve estar posta somente em nosso Deus.
Se conseguirmos seguir estas regras, viveremos uma vida muito melhor e sem decepções, pois não esperaremos demais das pessoas, as amaremos e nossa confiança nunca será em vão, pois estaremos confiando nAquele que não falha e não mente nunca.
Não é raro encontrar pessoas magoadas e feridas por não entenderem estes princípios.
Veja bem que não estou te ensinando a questionar e/ou duvidar de seus líderes, o que estou te dizendo é que eles são homens e podem errar. Por isso, não devemos colocar nossas esperanças nos homens, mas em Deus.
Eu e você mesmo, quantas pessoas já decepcionamos? Por isso não devemos ser amados? Claro que devemos e ai de nós se não fossemos.
Tenho absoluta certeza de que quando entendermos princípios tão elementares da Palavra de Deus, viveremos com mais leveza e alegria.

Deus os abençoe.

Pr. Charlie Rangel

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As multidões, Jesus Cristo e o Brasil

Há pouco mais de uma semana, no dia 14 de julho, a cidade de São Paulo foi uma vez mais tomada por uma multidão de evangélicos. Quem estimou o número foi a Polícia Militar, que costuma ser parcimoniosa nessas avaliações. Os organizadores da passeata, uma superprocissão pós-católica e pós-moderna, deixaram os cálculos para lá. Primeiro, começaram falando em 5 milhões de fiéis. Depois, diante daqueles rios de seres humanos, sentiram que as contas eram desnecessárias. A Marcha para Jesus, que se repete anualmente há 20 anos e cresce de uma edição para outra a olho nu, tornou as cifras irrelevantes. Não importa mais se são 2 milhões, 3,1 milhão e meio. Qualquer das alternativas já é muito. Nessa prodigiosa multiplicação dos crentes, as massas são mais contundentes que as estatísticas e materializam, muito mais que uma cândida profissão de fé, uma formidável força política. Quem viver verá. ...

O que vai se transformando, diante de nossos olhos, não é meramente a identidade religiosa do Brasil, mas sua identidade política. Os evangélicos são a preferência religiosa que mais cresce no país (61,2% em dez anos), enquanto a Igreja Católica perde ovelhas e terreno em alta velocidade. O presidente da Marcha, Estevam Hernandes, fundador e líder da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, comemorou a expansão em seu discurso de abertura. Na visão dele, os rebanhos evangélicos – que, pelos dados do IBGE, alcançaram a marca de 42,3 milhões de fiéis em 2010 – estarão empatados com os católicos em 2020. “O Brasil será o maior país evangélico do planeta”, afirmou Hernandes.

Se a previsão se confirmar, o Brasil político será outro. Aliás, já é outro. No Congresso Nacional, a bancada evangélica já representa um dos segmentos mais ativos e influentes. O peso desses líderes religiosos na vida partidária é notório e crescente. Na comunicação social também. Tanto que podemos dizer, com segurança, que esse novo fenômeno político resulta de um fenômeno anterior, que se deu na comunicação. A presença dos interesses dessas igrejas no controle de estações de rádio e televisão – e em redes nacionais ou regionais de emissoras – vem se expandindo sem restrições e fez com que, na TV e no rádio, a linguagem da evangelização mudasse para sempre. Os católicos tentaram fazer frente à explosão dos telepastores. Seu fracasso foi bíblico. Montaram suas próprias redes, mas perderam a concorrência comercial (pois se trata de uma guerra mercadológica pela audiência) para os novos rivais. Padres cantores existem, é bem verdade, assim como padres aeróbicos. Mas, hoje, na televisão, eles aparecem com aquela cara de minoria política que chega a ser desconcertante. Aglutinam suas fãs, aos milhares, mas não arrastam multidões como essa que acabamos de ver na “Marcha para Jesus”. À exceção de festas tradicionalíssimas, como o Círio de Nazaré, em Belém, as multidões das grandes cidades brasileiras são evangélicas.

Claro que as multidões não são apenas isso – e, aqui, em se tratando de megaprocissões de megalópoles, é preciso segurar o passo com o andor, ou, melhor, é preciso não acelerar demais o trio elétrico. As multidões são volúveis. Ou, para sermos mais educados, são plurais. Elas são mais evangélicas que católicas, parece claro. Mas também são gays, por exemplo. Uma das manifestações públicas – hoje cíclicas – que mais ganharam visibilidade recentemente é a Parada Gay. A comparação talvez soe esdrúxula, mas não é tão absurda assim: a Marcha para Jesus e a Parada Gay têm em comum a pretensão de afirmar a legitimidade e o poder de uma forma de vida (ou de culto) até então tida como minoritária. São manifestações politicamente equivalentes.

A multidão é um sujeito político muito recente, que só entrou em cena a partir do crescimento das cidades e da ordem democrática. Multidões tomam as ruas para mostrar força e, graças a Deus, são diversas. Um dia são ecológicas. No outro, andam de bicicleta. Numa noite, é corintiana. Noutra noite, é Carnaval. Multidões também festejam o esquecimento e a antipolítica, como quando vão ouvir pagode e comprar rifa nos megashows de Primeiro de Maio – o mais despolitizado de todos os comícios.

Quem disser que a democracia é um ponto de equilíbrio entre as forças por vezes antagônicas de suas multidões não estará tão longe de acertar. Tomara que o que vem por aí não venha com tintas de intolerância religiosa. Ou política. Que algo está vindo, está. Quando a multidão diz que uma coisa vai acontecer, é porque ela já começou a acontecer.

Por Eugênio Bucci


Fonte: Revista Época - 24/07/2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Real ou Fake?

Recentemente assisti a uma entrevista de um blogueiro que criou uma personagem fake, com o objetivo de ridicularizar os evangélicos. Segundo ele, mais de trinta mil pessoas visitam diariamente seu blog, e mesmo com toda a zoação (abuso de clichês, palavras chulas e situações pouco prováveis para um cristão), muitos acreditam que tudo aquilo é real.


Como esta personagem, há milhares de fakes circulando na internet, alguns tão sutis que é quase impossível dar-se conta de que não sejam pessoas reais.



Pior do que os fakes cibernéticos, são os de carne e osso que circulam nossas igrejas e nossas vidas, fazendo-se passar por aquilo que não são. Como reconhecê-los? Será que existem pastores fakes? Gente que sobe ao púlpito descaradamente, fingindo ser o que não são? Infelizmente a resposta é sim. Não dá pra confiar em tudo o que vemos e ouvimos.



Também recentemente, um pastor brasileiro que tem sido convidado para pregar fora do País, foi desmascarado, por usar dados do perfil do Orkut das pessoas como se fossem revelações dadas por Deus.



Até quando seremos enganados por esses fakes?



Como perceber que alguém é o que de fato diz ser? Como saber se aquela pessoa realmente teve um encontro com Deus?


Uma sociedade baseada em aparência, facilmente se deixará enganar por aqueles que ostentam uma piedade de fachada. Basta que o sujeito use meia dúzia de jargões religiosos, e pronto. Já enganou metade das pessoas do seu convívio.

Escrevendo a Tito, Paulo denuncia os que "professam conhecer a Deus, mas negam-no pelas suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tt.1:16).

Discursar sobre teologia não significa conhecer a Deus. Tive um professor no seminário que se dizia ateu. E aí?

Tempo de casa também não significa nada. Conheço gente que abraçou a fé há tão pouco tempo, mas que já conhece a Deus com mais profundidade do que alguns que nasceram e foram criados no ambiente da igreja.

Então, como podemos inferir se alguém conhece ou não a Deus, ou ainda, se é um cristão legítimo ou um fake? Do ponto de vista de Deus, não há qualquer problema. Afinal de contas, "O Senhor conhece os que são seus" (2 Tm.2:19a). Mas do ponto de vista do lado de cá, só há uma maneira de saber quem de fato conhece a Deus: "Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça" (v.19b).

Vamos tentar entender melhor isso através de uma passagem não muito conhecida do Antigo Testamento:

"Eram os filhos de Eli, filho de Belial; não conheciam o Senhor" (1 Sm.2:12).

Como pode alguém ser filho do Sumo-sacerdote, e não conhecer a Deus? Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Embora fossem filhos de Eli, aos olhos de Deus eram filhos de Belial (nome usado no AT em referência a Satanás).

Como o escritor sagrado chegou à esta conclusão? Vejamos o relato:

"Ora, o costume desses sacerdotes para com o povo era que, oferecendo alguém um sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote com um garfo de três dentes na mão ( o famoso ‘tridente’). Metia-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita, e tudo o que o garfo tirava, o sacerdote tomava para si. Assim faziam a todo o Israel que ia a Siló” (vv.13-14).

Este era o meio de subsistência dos sacerdotes. Eles se dedicavam integralmente ao culto, e dependiam das ofertas para sobreviver. Porém, havia um protocolo a ser seguido.

“Mas antes mesmo de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; ele não aceitará de ti carne cozida, senão crua. Se lhe respondia o homem: Queime-se primeiro a gordura, e depois tomarás o que quiseres, então ele lhe dizia: Não, hás de dá-la agora; se não, tomá-la-ei à força. Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, pois desprezavam a oferta do Senhor” (vv.15-17).

De acordo com o protocolo, a carne dos animais sacrificados deveria ser colocada no caldeirão, até que a gordura se queimasse, e assim, o sacerdote meteria seu garfo e retiraria a sua parte. Mas a gordura tinha que queimar.

Os filhos de Eli não tinham paciência de esperar que a gordura se queimasse. A gordura representava a melhor parte, e esta pertencia ao Senhor. Mas eles não se satisfaziam com a parte que lhes cabia no caldeirão.

Eles foram enredados pela mesma proposta feita pela serpente ao primeiro casal no Éden. Abocanharam o que pertencia exclusivamente a Deus.

Quem conhece a Deus, ama a justiça e foge da injustiça.

Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. A Deus o que é de Deus, a César o que de César, ao empregado o que é direito seu, ao patrão, idem, ao cônjuge a sua parte (1 Co.7:3-5), e assim por diante.

Em vez de lutar por lucro, quem conhece a Deus luta por justiça. Não importa quem vai ficar com a melhor parte do bolo, desde que isso seja justo.

Nas palavras do apóstolo, “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo, a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa algum, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm.13:7-8a).

Dar honra é o inverso de querer tirar vantagem.

O que denunciava que os filhos de Eli eram na verdade “filhos de Belial”, e, portanto, sacerdotes fakes, era o fato de quererem tirar vantagem em tudo, até daquilo que pertencia ao Senhor.

É claro que temos direitos, porém o direito alheio vem sempre em primeiro lugar. Temos que esperar a gordura queimar, para tirar o que é nosso. É disso que Paulo fala em Romanos 12:10: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-os em honra uns aos outros.” Ser cordial é ceder a vez, é por o interesse do outro acima do nosso, como nos orientou Paulo em outra passagem: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp.2:3-4).

Sempre haverá um caldeirão diante de nós, e nossa postura ao metermos nosso garfo vai revelar de quem somos filhos.

É simples assim:

“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1 Jo.3:10).
 
 
Texto de Hermes C. Fernandes

segunda-feira, 23 de julho de 2012

De volta depois de um longo tempo sem escrever

Estamos de volta com mensagens diárias depois de um longo tempo sem escrever. É tempo de fluir a fonte das águas.

Abraços.

Pr. Charlie